A Secretaria de Estado da Educação (Seed) está realizando e promovendo diversas ações preventivas para intensificar o trabalho de prevenção à gripe A (H1N1) em todo o Paraná. Desde a última quarta-feira (5), professores e funcionários das 2100 escolas estaduais estão sendo treinados e orientados pelos diretores, diretores auxiliares e pedagogos de como agir no ambiente escolar.
Com o objetivo de prevenir e detectar a doença, o professor terá também o auxílio dos voluntários do programa “Cuidadores da Gripe”, desenvolvido em parceria com a Secretaria da Saúde que terá, em cada estabelecimento de ensino da rede estadual e conveniada, uma pessoa, de forma voluntária, para assumir as responsabilidades de cuidador. Ela terá formação específica e receberá um kit para fazer as primeiras intervenções necessárias à prevenção da gripe.
Na volta às aulas, os professores irão repassar aos alunos toda a informação recebida durante o treinamento. Entre os recursos que foram desenvolvidos especialmente para as escolas estão vídeos explicativos, que foram elaborados pela Diretoria de Tecnologia da Secretaria de Estado da Educação.
No Colégio Estadual do Paraná, o maior do Estado, o trabalho é intenso. São quase cinco mil alunos distribuídos em 41 turmas por turno, mais de 270 professores, além de todo o departamento administrativo e pedagógico. No colégio, além do material informativo produzido pela SEED e pela Secretaria de Saúde – Sesa, os alunos terão acesso também a um vídeo explicativo que foi elaborado no próprio ambiente escolar pelos professores, mostrando toda a preparação, o emprenho dos funcionários em deixar tudo preparado para a volta às aulas.
“Nossos alunos ao voltarem as salas de aula serão recebidos em um ambiente que está muito bem preparado para atendê-los. Estamos tomando todas as precauções e medidas para tornar o ambiente escolar o mais saudável possível, sem dúvida a rotina da escola vai mudar e para melhor”, disse a diretora do Colégio Estadual do Paraná, Maria Madselva Ferreira Feiges.
Para a pedagoga Fátima Godinho, esse treinamento é de extrema importância para a comunidade escolar. “É sem dúvida uma oportunidade única que a escola está tendo de repassar a informação unificada que vem de órgãos extremamente qualificados, como é o caso da Secretaria de Educação, da Saúde, do HC. São informações fidedignas, que sem dúvida nos tranqüiliza e nos orienta da forma exata”, disse. Fátima disse ainda que o ponto principal é sem dúvida a tranqüilidade que os alunos terão ao saber que os professores e funcionários foram orientados por instituições confiáveis.
No Colégio Estadual, o trabalho de prevenção com os alunos já vinha sendo realizado desde o retorno das férias de julho. Segundo o diretor auxiliar Luis Cláudio Pereira, a escola está aproveitando a oportunidade de resgatar os bons hábitos de higiene, que sem dúvida vão colaborar com a saúde do aluno como um todo.
Para ele, “o treinamento é importante porque o professor tem contato direto com o aluno, diferente do pedagogo, ou do diretor, que apenas eventualmente entra na sala para conversar com o aluno”, disse. O diretor salienta ainda que os costumes dos brasileiros na questão da afetividade, o abraço apertado, o beijinho, por um tempo ficarão de lado. “Nesse momento vamos pedir para a meninada ir mais devagar, vamos diminuir esse contato, não desprezando nossa cultura, essa forma de demonstrar carinho, mas precisamos tomar mais cuidado”, concluiu.
Para a professora Andréa Cristina Wantroba, “esse curso é importante para que tenhamos mais tranquilidade. Nós do colégio já estávamos orientando os alunos sobre alguns cuidados que devemos tomar com relação a nova gripe, mas só tínhamos informações que coletamos na internet. Agora, temos uma orientação mais profissional”. As orientações são simples, mas eficazes como ir direto para casa ao término das aulas, manter as mãos sempre limpas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e maquiagem.
Vivian Brunnquell, professora de português, explicou que as concepções de higiene e cuidado com o patrimônio público, que estão sendo reforçadas pelo cuidado com a Influenza A, acabam sendo incorporadas pelos alunos. “Eles vão ser multiplicadores dessas informações nas suas comunidades que envolvem toda a cidade e região metropolitana”.